O VOLUME 1

Coletânea Achados e Perdidos – Volume 1

A coletânea Achados e Perdidos Vol 1 se assemelha a um recém-nascido, chegou gritando e prometendo fazer muito barulho. O rock das garagens de Sorocaba e Campinas no encontro das bandas: Agente Secreto, Bomba Show, Deharu, Leila e A Transgressão.

É muito comum vermos projetos musicais nascerem e morrerem secretos, dentro de gavetas, garagens, CD-r’s amarelados ou HDs de computadores pessoais. As faixas dessa coletânea foram gravadas em casa com os equipamentos e técnicas de cada um, cada projeto em seu próprio fôlego e cadência, todos muito diferentes se completando nesse volume.

Algumas músicas estão sendo ouvidas pela primeira vez inclusive em nosso próprio círculo de amigos, outras são conhecidas por alguns e uma ou outra já devem ter sido tocadas em churrascos e festas. Mas o que importa é fazer ouvir esses sons, e é por isso que queremos revirar as gavetas nos Achados e Perdidos, por pra circular as músicas que sabemos que existem e gostamos muito. E é só o Vol.1.

 

As Bandas do Volume 1

 

Agente Secreto é o disfarce de Rodrigo Martins, marcado para muitos como o guitar hero do Grease. Sua música, gravada em casa com amigos que vem e vão durante a semana, traz muito do amor pelo barulho do Sonic Youth e My Bloody Valentine e o humor nonsense rock’n’roll, como o Cramps ou mesmo dos nossos queridos Leptospirose.

Bomba Show é o projeto solo do Thiago Bertazzi, uma vez guitarrista da banda campineira Suite Nº5, nossa resposta caipira ao Smashing Pumpkins e Stone Roses. Liberto da posição de guitar hero, Bomba Show faz canções muito pessoais, que tem algo de Roberto Carlos, Júpiter Maçã e algum barulho do Pixies.

O Deharu não trai suas origens: Degas e Celia Harumi são frequentadores do cenário roqueiro nacional com o Grease, Low Key Hackers e Vzyadoq Moe, em discos e apresentações que ficaram gravados na memória de quem viu. O Deharu é um rock simples existencial, com um pé na música dark à la Bauhaus, e amplas referências nacionais como das Mercenárias e do Linguachula, este com direito a uma versão entre as músicas.

Leila é Bruno Trochmann, que tocava guitarra/baixo no Denominadores Incomuns até pouco. Voltado para o improviso sobre algumas escalas do oriente-médio, Leila lembra os momentos mais soltos e barulhentos do Velvet Underground e as guitarras estranhas do B-52’s. Post-punk árabe?

A Transgressão é toda do Rai Mein, figura do rock Sorocabano e cidadão honorário de Campinas. Outrora membro do glam rock The Fortunetellers, a Transgressão é o que seria o Jesus and Mary Chain se este tivesse que pegar ônibus sob o sol brasileiro de segunda a sexta, batendo cartão e bebendo uma gelada no fim do dia pra descontrair. As guitarras do Depeche Mode e da nossa Não-Wave brasileira vêm à mente também.

 

A Arte do Volume 1

 

Chamado por alguns de Filipe Amorim, e por outros de Pipoca, Waldomiro Mugrelise escolheu esse nome para si mesmo. Ele faz oito desenhos por dia, há uns 10 anos, cada um conta por volta de três histórias diferentes sobre seu dia a dia, notícias de jornal, mitologias pessoais, revoluções astrológicas e casos de amor. É talvez o artista mais ilustre de Campinas, mesmo que não seja o mais conhecido. Estamos trabalhando para mudar essa situação.